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Vendas de casas disparam: IMT é campeão de receitas e bate novos recordes

29 jan 2018
Vendas de casas disparam: IMT é campeão de receitas e bate novos recordes
Depois do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), este é o tributo que mais rende. Graças a este imposto as autarquias conseguiram arrecadar 851,2 milhões de euros no ano passado, um valor que supera o recorde de 839 milhões arrecadado em 2007.

O Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT) é um verdadeiro campeão de receitas. Depois do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), este é o tributo que mais rende. Graças a este imposto as autarquias conseguiram arrecadar 851,2 milhões de euros no ano passado, um valor que supera o recorde de 839 milhões arrecadado em 2007. Em Lisboa, o IMT até já rende mais que o IMI.

Os dados do Boletim de Execução Orçamental, da Direção-Geral do Orçamento (DGO), mostraram que a receita do IMT afundou entre 2007 e 2012, muito por culpa da crise que atravessou o país. Em 2013, por sua vez, começaram os primeiros sinais de recuperação, altura em que a receita a avançou 23%, na sequência de alguma subida de preços que já se começava a sentir. Foi em 2014, por sua vez, que a receita do IMT se voltou a aproximar dos 500 milhões de euros, ano em que foram vendidas 148.518 casas. E a verdade é que desde aí que os números não pararam de subir.

Pedro Lancastre, diretor-geral da JLL Portugal, disse ao Diário de Notícias que "2017 foi um ano espetacular para o mercado", acrescentando que já não se trata de "um percurso de recuperação, mas sim de expansão". As vendas de casas cresceram 20% e os preços 11%.

IMT em Lisboa é mais rentável que IMI

Lisboa continua a ser a região onde é mais caro comprar um imóvel. Segundo o índice de preços do Idealista, o preço por metro quadrado na capital, no final do ano passado, já rondava os 3.000 euros. E é precisamente Lisboa a cidade que mais arrecada em receitas de IMT, escreve a publicação. 

Este imposto é, aliás, mais rentável que o IMI. Nos últimos dois anos, o IMT ultrapassou, em Lisboa, os 150 milhões de euros, e a verdade é que no orçamento para 2018 a autarquia antecipa um aumento de 36,7 milhões de euros face ao ano anterior.

"Vem sendo a realidade dos últimos dois anos um nível historicamente alto deste imposto por via da dinâmica do mercado imobiliário, que regista uma maior procura de imóveis, também alimentada por não residentes e pela reabilitação urbana da cidade”, justificou a autarquia.

Fonte: Idealista.pt

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